terça-feira, 28 de julho de 2009

Um Tanto Primitivo


Um Tanto Primitivo

Sou homem do mato
Embora viva na cidade
Desse modo não desato
De toda a minha verdade

Eu esculpo minha pessoa
Nos tropeços do dia
E minha alma apregoa
Toda minha alforria

Não tenho forma ideal
Pois os meus sentimentos
Fogem do real
Nos meus delineamentos

Crio o meu ambiente
Independente do lugar
Sou o meu confidente
Apenas eu entendo o meu chorar

Sou uma linha da criação
Sou um ser tempestivo
Que mistura razão e coração
Um tanto primitivo!

Fernando Marques

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