terça-feira, 28 de julho de 2009

Paranóia Delirante


Paranóia delirante

Minha insanidade
Demonstra-me no viver
O transparecer da realidade
Que vive a se esconder

Sou então...
Um cidadão insano
Que tem sua própria opinião
Desconhecedor do profano

Sou uma criatura
Procurando liberdade
Abraçando-me com a loucura
Pelas ruas da cidade

Não deixo nada barato
Sei me defender
Todo nó desato
Que quer me prender

Se for o caso
Também sei correr
Obra do acaso
Tentando me surpreender

Meu destino
É pra frente olhar
Com a visão de um menino
Que vive a sonhar

Sou um inefável sonhador
Vivendo com os pés no chão
Porém sou sofredor
Quando ponho a caneta na mão

Não pense que com isso
Demonstro fraqueza
É apenas o que preciso
Pra contrapor minha natureza

Fernando Marques

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