sexta-feira, 17 de julho de 2009

Páginas de um caderno

Páginas de um caderno

É difícil entender
O motivo da gente nascer
Porque torna mais difícil entender
Que um dia iremos morrer

A vida é injusta
Uma pobre certeza!
Que nos deixa de saia justa
Nessa incompreendida natureza

O nosso primeiro sorriso
Ao entendermos o mundo
Mostra-nos o precipício
Num desgosto profundo

Minha pobre idade
Gostaria que fosses constante
Que existisse a eternidade
E não um efêmero instante

Queria ser como o mar:
Um copo de infinidade
Que as bordas vem beijar
Trazendo-nos felicidade

Queria ser como o vento
Com sua doce fragrância
Soprando a todo momento
Desde minha infância

Queria ser como o sol
Que vem nos iluminar
Melhor que um grande farol
Que um dia pode se apagar

Queria ser a poesia
Que atravessa o tempo
Trazendo-nos alegria
Tirando-nos o contratempo

Queria ser como a lua
Que os amantes vem juntar
Deixando-nos de alma nua
Eternamente a brilhar

Assim...
Eu seria eterno
Não existiria meu fim
Como as páginas de um caderno

Fernando Marques

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