quinta-feira, 3 de março de 2016

Nada é tão simples ou tão composto

Nada é tão simples ou tão composto

Era um homem confuso
Disfarçado de silêncio
Tinha um coração bom
E a fúria de um leão

Ele pairava sobre o medo
Do olhar pra trás...
Da saudade plantada...
Da dor ao cair

Sempre o sentia sozinho
Ele morria todos os dias
No quarto ao chorar...
Na cegueira do horizonte...

Batalhas ele travava
Dentro de si mesmo
Era indefeso feito criança
E um protetor sem igual

Um dia ele sumiu de si mesmo
Vagou entre estações...
O tempo ele parou
Tentando não desistir

Teve por dissabor: conhecer distância
Daqueles que aprendeu amar...
Dos laços de um grande amor...
Do que não soube manter

É talvez parte de uma história
Que se ler no olhar
Ou nos passos desorientados
Do seu coração

Fernando Marques

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