sábado, 15 de dezembro de 2018
Insight
Insight
As lembranças que tento esconder
Que me abraçam na noite vazia
Saudosismo de um amor incerto
Na mesa de cirurgia
O fim está próximo:
Morrer ou viver
De prazer ou agonia
Do acordar ao adormecer
Fernando Marques
segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018
Cor de Rosa
Cor de Rosa
Ela é cheio de encantos:
Desabrocha com o dia
Se banha no orvalho
Faz aos amantes, companhia
É feito bailarina:
Dança sobre a prosa e a poesia
Igual moça imaculada
Se contorcendo na ventania
Tem forma singela
Insinua o pecado
Mas, existe em si espinhos
No seu corpo adornado
Fernando Marques
Adágio
Adágio
Aí, vem a inspiração
Rente uma parede nua:
Poesias sem janelas
De costas pra rua
Fernando Marques
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018
A Galope
A Galope
Coração sem porteira
Carrego no peito
Nos alforjes uma boa pinga
E muito amor desfeito
Fernando Marques
quarta-feira, 31 de janeiro de 2018
Horizonte
Horizonte
E quando a saudade bater
Naquele momento desprotegido
Seja numa noite de chuva ou tarde ensolarada
Faça ao Amor um novo pedido
Peça liberdade ao seu coração
Peça também a calma necessária
Que com o tempo faz sumir
Qualquer dor involuntária
Fernando Marques
segunda-feira, 29 de janeiro de 2018
Sirius
Sirius
E quando meus lábios
Tocarem tua boca salivante e sedenta
E entre grandes e pequenos lábios
Dar-te a tua sentença
Parte de mim
Te fará de chão
Outra parte
Virará constelação.
Fernando Marques
domingo, 20 de março de 2016
Vá na Fé
Vá na Fé
Um gole de café
Sinal de cruz e oração
Parte agora meu vaqueiro
Aboiar teu coração
Tange pra longe tua dor
Deixa ela na caatinga
E pra cada espinho na jornada
Um bom gole de pinga
Quando chegar a calada da noite
Feche os olhos pra solidão
E vá na fé que a vida te ensina
A guiar teu coração.
Fernando Marques
A Tela
A Tela
Se o mundo explodisse em cores
E o Bom Deus, Majestoso fosse
E cobrir-se de branco telas antigas
Uma nota de cor surgiria
Uma nova rima de amor nasceria
Fernando Marques
terça-feira, 15 de março de 2016
Alvor
Alvor
O amanhecer clareia
A noite inclara
Revista no silêncio
De um cinema mudo
Fernando Marques
Ledo
Ledo
Por seu desapego
Tive que partir
Mas detesto confessar
Que parti em pedaços
O tempo foi passando...
E você mais viva ainda
As noites esfriaram
Entre dias fumegantes
Imaginei formas de te rever
Bem longe do meu peito
E não mais escutar a voz
Que lhe diz: eu te amo
Tentando assim enganar
Ou até mesmo jurar verdade
Que a falta que vem de você
Posso sorrindo suportar
Fernando Marques
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