domingo, 20 de março de 2016

A Tela

A Tela

Se o mundo explodisse em cores
E o Bom Deus, Majestoso fosse
E cobrir-se de branco telas antigas
Uma nota de cor surgiria
Uma nova rima de amor nasceria

Fernando Marques

terça-feira, 15 de março de 2016

Alvor

Alvor

O amanhecer clareia
A noite inclara
Revista no silêncio
De um cinema mudo

Fernando Marques

Ledo

Ledo

Por seu desapego
Tive que partir
Mas detesto confessar
Que parti em pedaços

O tempo foi passando...
E você mais viva ainda
As noites esfriaram
Entre dias fumegantes

Imaginei formas de te rever
Bem longe do meu peito
E não mais escutar a voz
Que lhe diz: eu te amo

Tentando assim enganar
Ou até mesmo jurar verdade
Que a falta que vem de você
Posso sorrindo suportar

Fernando Marques

Quiçá

Quiçá

Existe algo a mais do que beleza
Que tanto me fascina
Ouço meu coração
Ele recita teu nome

E entre lamentos e desejos
Já não me vejo livre
Pois sempre houve dias
Que a beijei sem fingir

Trovões...
Não se assuste
Sempre estarei com você
Acredite!

Teu cheiro já não me toca
Só me toca a saudade
E o inverno que se vinga
Impede o sol de sair.

Fernando Marques

quinta-feira, 3 de março de 2016

Nada é tão simples ou tão composto

Nada é tão simples ou tão composto

Era um homem confuso
Disfarçado de silêncio
Tinha um coração bom
E a fúria de um leão

Ele pairava sobre o medo
Do olhar pra trás...
Da saudade plantada...
Da dor ao cair

Sempre o sentia sozinho
Ele morria todos os dias
No quarto ao chorar...
Na cegueira do horizonte...

Batalhas ele travava
Dentro de si mesmo
Era indefeso feito criança
E um protetor sem igual

Um dia ele sumiu de si mesmo
Vagou entre estações...
O tempo ele parou
Tentando não desistir

Teve por dissabor: conhecer distância
Daqueles que aprendeu amar...
Dos laços de um grande amor...
Do que não soube manter

É talvez parte de uma história
Que se ler no olhar
Ou nos passos desorientados
Do seu coração

Fernando Marques

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

C’est la vie


C’est la vie

Meu Senhor
Vou lhe falar
Que o homem sem amor
Não consegue se balizar

É o primeiro a chegar no bar
O último a sair
Tudo o faz chorar
Nada o faz sorrir

Conversa com sua bebida
Pede a ela orientação
E na despedida
Ainda fica pelo chão


Fernando Marques

sábado, 21 de novembro de 2015

Banzeiro

Banzeiro

Faço uma oração
No silêncio da madrugada
Pedindo a Deus proteção
E uma grande jangada
Pra navegar meu coração

Que ele navegue por rios calmos
E esqueça as corredeiras
Da certeza como margem
De um vento ao seu dispor
Ao fazer essa viagem

Fernando Marques

A Dita

A dita

É um tanto complicado
Descrever o amor
Pior ainda...!
É sentir o conceito: saudade
Que nos deixa na berlinda

Fernando Marques

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Antagônico


Antagônico

Peito que se abre:
Peito sonhador
Peito que em si não cabe:
Peito sofredor.

Fernando Marques

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Grande Amigo


Grande Amigo

Acredite amigo
O cachorro é amigo realmente
Escute o que digo:
Ele é mais fiel que mulher da gente

Se você demora a chegar
Na chegada ele fica mais contente
Mulher quer com a gente gritar
E até bater na gente

Ele nunca fica zangado
Sempre está com o rabo a abanar
Mostrando está necessitado
De com seu dono brincar

Já a danada da mulher
Deixa pedra no nosso feijão
E nem a nossa colher
Quer lavar com sabão

Vou pro bar
Meu cachorro fica em casa
Mas quando volto a chegar
A mulher diz: Vasa!!!!

Fernando Marques