terça-feira, 10 de março de 2015
Sem Ele
Sem Ele...
Sonhei que o amor
Havia sido do mundo roubado
E que o ódio era o feitor
De cada casal separado
Eu vi a esperança morrer
Sob o julgo descrente
Daqueles que pensam que viver
Não passa de um ato somente
Vi crianças chorando
Do lado de caixões
E passarinhos acenando
Dando adeus as estações
Vi a escuridão
Cobrindo o mundo
E senti meu coração
Ficando num silêncio profundo
Senti o vento forte
De anunciadas tempestades
Que causam a morte
E tantas outras fatalidades
Já não existiam flores
Onde a escuridão dominava
Só predominava horrores
Pois o amor nesse sonho não estava
Rezei pra acordar
Pois era duro perceber
Que sem o amor pra nos guiar
O meu e seu mundo é triste de se ver.
Fernando Marques
quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
Magnum Opus
Magnum Opus
Em tempos que não voltam mais
Adormecidos feito fragrâncias ao vento
Sorri e chorei.
A todo momento
Fernando Marques
sábado, 14 de junho de 2014
Malemolência
Malemolência
Entorpece feito asas
Cria êxtase como o vento
Ou noite de luar
De néctar, contagia a doçura
Escravizando coração
Nas poesias livres do olhar
Que se perde por amor
Fernando Marques
sexta-feira, 25 de abril de 2014
Timoneiro
Timoneiro
Coração louco da peste
Esse que carrego no peito
Me deixa noites sem dormir
Já não me tem nenhum respeito
Desconhece o meu nome
Vive outro a chamar
E fere com faca afiada
Tentando do peito se libertar
Vive sufocando
Balbuciando minha fala
Enxurrando meus olhos
De forma que me abala
Parece que não entende
Que o amor se confunde com o mar
Uma hora: tempestivo
Outra: um convide a navegar
Fernando Marques
sexta-feira, 11 de abril de 2014
Fervor
Fervor
Ritmar meu coração
Fez nele ecoar poesia
Sem nenhuma objeção
Doce feito mistério
Que cresce dentro do peito
Apruma e faz sonhar
Homem que se diz feito
Cria rima
Faz rimar
Nasce a poesia
Nasce o sonhar
Fernando Marques
segunda-feira, 10 de março de 2014
Ao Te Navegar
Ao te navegar
Esse prazer que me segue
Ao te seguir com o olhar
Brota no peito um rumo
Complicado de se navegar
Correntes de ansiedade
Ondas em solidão
E na proa um naufrago
Afogando seu coração
Faz barco ranger de dor
Mestre: seu Santo chamar
Traz pavor e calmaria
No seu caminhar
Fernando Marques
Avoar
Avoar
Quantos sonhos se tornam morada
Da alegria do viver...
Quantos tombos nos ensinam
A sorrir ao levantar...
Em quantas tempestades dançamos
Ao doce sabor da chuva...
Em quantas emoções se alicia
O nosso coração...
Fernando Marques
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Sonhos e Pecados
Sonhos e Pecados
De pouco sonhar
O homem se enfraquece
De pouco pecado
O homem se esquece
Fernando Marques
Naufrago
Naufrago
Nem sempre são lágrimas
Que naufragam o coração
E nem sempre em jangadas
Se navega por uma paixão
Fernando Marques
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Caleidoscópio
Na mesa o vinho derramado
Maculando a tolha envaidecida
E pela casa as vestes
De uma noite atrevida
Enquanto o vento agoniza
Entre as folhas caídas
Tentando conter o ciúme
De peles tão despidas
Cora cor, cora alma
Coram paredes de cal
Com as sombras quem dançam
Uma valsa nominal
Um novo universo se cria
Na colisão de espelhos
Banhado por uma chuva de vida
Entre lábios vermelhos
Fernando Marques
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