sábado, 14 de junho de 2014
Malemolência
Malemolência
Traz leveza como veneno
Entorpece feito asas
Cria êxtase como o vento
Ou noite de luar
De néctar, contagia a doçura
Escravizando coração
Nas poesias livres do olhar
Que se perde por amor
Fernando Marques
sexta-feira, 25 de abril de 2014
Timoneiro
Timoneiro
Coração louco da peste
Esse que carrego no peito
Me deixa noites sem dormir
Já não me tem nenhum respeito
Desconhece o meu nome
Vive outro a chamar
E fere com faca afiada
Tentando do peito se libertar
Vive sufocando
Balbuciando minha fala
Enxurrando meus olhos
De forma que me abala
Parece que não entende
Que o amor se confunde com o mar
Uma hora: tempestivo
Outra: um convide a navegar
Fernando Marques
sexta-feira, 11 de abril de 2014
Fervor
Fervor
Veio diluvio de rima
Ritmar meu coração
Fez nele ecoar poesia
Sem nenhuma objeção
Doce feito mistério
Que cresce dentro do peito
Apruma e faz sonhar
Homem que se diz feito
Cria rima
Faz rimar
Nasce a poesia
Nasce o sonhar
Fernando Marques
segunda-feira, 10 de março de 2014
Ao Te Navegar
Ao te navegar
Esse prazer que me segue
Ao te seguir com o olhar
Brota no peito um rumo
Complicado de se navegar
Correntes de ansiedade
Ondas em solidão
E na proa um naufrago
Afogando seu coração
Faz barco ranger de dor
Mestre: seu Santo chamar
Traz pavor e calmaria
No seu caminhar
Fernando Marques
Avoar
Avoar
Quantos sonhos se tornam morada
Da alegria do viver...
Quantos tombos nos ensinam
A sorrir ao levantar...
Em quantas tempestades dançamos
Ao doce sabor da chuva...
Em quantas emoções se alicia
O nosso coração...
Fernando Marques
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Sonhos e Pecados
Sonhos e Pecados
De pouco sonhar
O homem se enfraquece
De pouco pecado
O homem se esquece
Fernando Marques
Naufrago
Naufrago
Nem sempre são lágrimas
Que naufragam o coração
E nem sempre em jangadas
Se navega por uma paixão
Fernando Marques
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Caleidoscópio
Caleidoscópio
Na mesa o vinho derramado
Maculando a tolha envaidecida
E pela casa as vestes
De uma noite atrevida
Enquanto o vento agoniza
Entre as folhas caídas
Tentando conter o ciúme
De peles tão despidas
Cora cor, cora alma
Coram paredes de cal
Com as sombras quem dançam
Uma valsa nominal
Um novo universo se cria
Na colisão de espelhos
Banhado por uma chuva de vida
Entre lábios vermelhos
Fernando Marques
Faz de Conta - Fagner
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Crescendo Para o Mundo
Crescendo Para o Mundo
Houve um tempo de incerteza
Entre ser menino ou homem
Queria ser um ser liberto
Mas com a impunidade de um menino
Sonhava em ter barba
Brincando de barbear
Meus pés ainda eram pequenos
Mas costuravam passos largos
Brincando de sorrir-menino
Em olhares de questionamento
Pois tudo que era gigante
Já me parecia menor
Fernando Marques
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