quarta-feira, 9 de outubro de 2013

"Ninho de Espinhos"

“Ninho de espinhos”

Acredito que poderia compor
Melodias de ternura e carinhos
Com a delicadeza de um beija flor
Que constrói ninhos entre espinhos

Sem perder a firmeza da mão
Ou uma lauda rasurar
Juntando parte emoção
E algo a sonhar

Poderia na introdução
Chamar-te de amor ou querida
E depois da vírgula: só emoção
E no desenvolver: sua acolhida

E pra finalizar...
Pontuar um ponto final
E ter que aceitar
De forma coloquial.

Fernando Marques

Florada

Florada

Se bastasse apenas uma canção
Ou apenas uma flor
Pra te dizer que meu coração
Por ti salta de amor

Faria uma canção pro seu mundo
Plantaria um só jardim
Pois de carinho circundo
O que desejo pra mim

Fernando Marques

Jejuando

Jejuando

Essa menina
Que se debruça toda tarde na janela
É moça, é bela, é doce
Traz consigo no entardecer
Toda paz nostálgica do ser

E fica assim: impunemente
Enquanto meu coração, de assalto
Se rende as últimas pinceladas do dia
Enquanto ela espera pela lua
E o meu amor jejua

Fernando Marques

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Sintonia



Sintonia

Coração imaturo
Em cordas afinadas
Assim o caricaturo
Com mãos amarradas:

Chora canto
Aprende compor
Soluços de acalanto
Intrépidos de amor

Colhe noites
Veste a lua
Coleciona açoites
E no seu corpo tatua

Forma mares
Aduba imaginação
Repensa pesares
Oferece o perdão

Soa fino
Arruma-se de sedução
E baila como um violino
Nas notas de uma canção

É belo e elegante
Quando quer se expressar
Possui um lado infante
Sem medo de ousar

Aprendeu desde pequeno
Compreender sua natureza
A ter calma e ser sereno
Mesmo na incerteza

E a entender que a vida
O ensinou a chorar
Mas a cada nova batida
Aprender se renovar

Fernando Marques