sexta-feira, 7 de maio de 2010

Cem Anos de Solidão - Comentário


Mandaram-me algo sobre Gabriel Garcia Marquez, autor de Cem Anos de Solidão, que no conteúdo falava que envelhecemos cada vez que protelamos se apaixonar, então:


Então...
Consegui perceber
Nesse acordar
O peso de cada dia envelhecer
E da angústia de não me apaixonar
Escorrendo pela ladeira do sofrer
Por não ter Ela pra amar
Tenho medo de morrer
De nunca mais acordar
E hoje procuro entender
O que me faz acovardar
Lembrei de alguém que amei
Das lágrimas que derramei
Das vontades de me matar
Das noites que amanheci a chorar
Do livro: Cem Anos de Solidão
Lembrei de meus olhos tristonhos
Que da luz se escondiam
Lembrei que tive um sonho
Um sonho de família
De ter meus filhos
De ter “minha” mulher
Lembrei de quem sou
Lembrei do que fui
Lembrei que até mesmo você
Quem nem sei que é
Também tem os mesmos sonhos
Os mesmos medos
Então...
Voltei a minha solidão.

Fernando Marques

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Em Sua Homenagem


Em Sua Homenagem

Pra homenagear o amor
Aprendi novamente sorrir
Pois amor não rima com rancor
Pois o amor nos faz existir

Pra homenagear o amor
E a tudo que ele me conduz
Eu grito bem alto ao Senhor:
Obrigado por essa luz!

Pra homenagear o amor
Despi-me de toda a infelicidade
Que tenta meu coração decompor
Pra sucumbir minha alma a enfermidade

Pra homenagear o amor
Aprendi o que significa o perdão
Aprendi que as flores mudam de cor
De acordo com cada estação

Pra homenagear o amor
Aprendi dentro de mim encontrar
O real e tangível valor
Do que é o amar

Fernando Marques

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Cabra Valente


Cabra Valente

Chicão era cabra valente
O mais brabo daquele lugar
Ninguém batia de frente
Com medo dele matar

Mas ele tinha uma fraqueza
Que ninguém sabia por lá
E apesar de sua grandeza
Tinha medo de se borrar

Podia ser qualquer assunto
Que chicão esclarecia
Só não fale de defunto
Se não ele corria.

Fernando Marques

Seu Zé


Seu Zé

Seu Zé foi tomar um mé
Antes do seu casamento
Bebeu tanto que esqueceu a muié
Recitando versos de contentamento

Mas depois que o porre passa
Sua noiva tem de enfrentar
E ele todo sem graça
Dizendo que ainda quer casar

Mas a noiva não era boba
E suas desculpas ela aceitou
E se fazendo de tola
Do Zé ela se vingou

Um novo dia foi marcado
O Zé o primeiro a chegar
Mas não sabia o pobre coitado
Que sua alegria ia acabar

O povo todo se reuniu
Dizendo: o Zé vai casar
Mas uma coisa ninguém viu
Foi à noiva chegar

Fernando Marques

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Mundo Ideal


Mundo Ideal

Sou de um mundo
Onde reina a imaginação
Nenhum poço tem fundo
E todos brilham na constelação

Nele predomina a alegria
Como primeira lei
É tamanha a diplomacia
Que nem precisamos de rei

Cada ser é seu legislador
Pois crescemos e aprendemos
Com a cartilha do amor
E todo dia a relemos

Pra entrar nesse mundo
Bastar apenar ter CORAÇÃO
Um sonho fecundo
E muita imaginação

Fernando Marques

quarta-feira, 7 de abril de 2010

De Tão...


De tão...

De tão bobo que era
Pensei que te amava
De tão inocente
Meu coração eu enganava

De tão inconseqüente
Fiz juras de amor
De tão imaturo
Disfarcei minha dor

De tão prepotente
Senti-me enorme
De tão perfeito
Vi-me disforme

Fernando Marques

O que Tiver que Ser, Será


O que tiver que ser, será

Depois de tanto amor
Não venha me dizer
Que vai sair da minha vida
E que nunca mais quer me ver

Eu não vou deixar isso acontecer
Nem que tenha que implorar
E de vez abrir meu coração
Pra que o meu amor você possa enxergar

Algumas pessoas amam caladas
Sem precisarem alardear
Sonoros eu te amo
Apenas pra nos enganar

No silêncio do meu silêncio
Só escuto o teu nome ecoar
Mas você também deixou de ver
Como te vendo fica o meu olhar

E agora...
Você me liga dizendo
Que a minha voz te irrita
Só pra me deixar sofrendo

Melhor não ter ligado
Melhor mesmo é me esquecer
Se for isso mesmo que quer
Não tenho mais amor a te oferecer

De nada vai me adiantar
Falar do que sinto
E se queres mesmo partir
Eu consinto

Fernando Marques