segunda-feira, 20 de julho de 2009

Seus olhos


Seus olhos

Aqueles olhos outrora risonhos
Encheu-se de dor
E hoje os vejo tristonhos
Por falta de amor

Hoje choro por eles
Por não ter sido capaz
De ser o encanto deles
E isso rouba minha paz

Voltarei a vê-los
Com um sorriso contagiante
E tentar merecê-los
Nem que seja por um instante

Rezo cada dia
Pra encantar sua visão
Despertando a alegria
Que calastes no coração

Olhos, janelas da alma
Ditado esse popular
Talvez por encontrar a calma
De quem os faz enxergar.

Fernando Marques

Acordando


Acordando


Fizemos aquele ninho
Sobre a luz do luar
Encontro do nosso caminho
Repouso do sonhar

De longe as luzes da cidade
Vagando pela escuridão
Reflexo da felicidade
Que encanta minha visão

Na cabeceira de nosso ninho
Renasceu uma rosa
E nas pétalas um pergaminho
Narrando uma prosa

Teu corpo brilhava
Reluzia...
Encantava...
Adormecia...

E no brilho da lua
Que ao teu corpo vestia
Te vi inocentemente nua
Enquanto você adormecia

Coloquei-me a pensar
Nos passos de minha vida
E comecei a chorar
Emocionado por te ter querida

Dessa vez eu não estava tristonho
E sim bestificado
Porque dentro de um sonho
Acordei apaixonado

Essa é a única razão
Que me faz acreditar
Que dentro de cada coração
Vale a pena sonhar

Razão do acordar
Do seguir em frente
Sem nunca cansar
Feliz eternamente...



Fernando Marques

Lua, Estrelas, Recordações e Alcântara.


Lua, Estrelas, Recordações e Alcântara.


Olho a lua da janela
Escoltada por estrelas na escuridão
E com o olhar seduzido por ela
Viro parte da constelação

De lá de cima vejo
O tamanho desse mundão
E sinto bater o desejo
Do beijo doce da paixão

A noite perfeita!
De encantar corações
Das minhas - a eleita!
Que me trouxe recordações

Lembrei de um menino
Que sonhava poder voar
Sorrindo sem pensar no destino
Que o futuro lhe entregará

Lembrei do primeiro amor
Que acordou meu coração
E da primeira dor
Que me trouxe a separação

Lembrei de meus passos crescendo
Procurando ser homem
E do tempo que foi morrendo
Com os dias que se consomem

Lembrei dos dias passados
Vendo-me agora onde estou
E costurei os retalhos
Refazendo quem eu sou

Retorno na luz do amanhecer
Do salão da recordação
É mais um dia pra viver
Procurando inspiração.


Fernando Marques

Um Rio...


Um rio

Vou descendo o rio da vida
Remando lentamente, astutamente...
E no reflexo das águas vejo você querida
Projetada por minha apaixonada mente

Vou remando sob a sombra do infinito
Sobre as ninfas que protegem as águas
E nesse afluente do rito
Afogo todas as mágoas

Agora remo nos afluentes da paixão
Relembrando os tropeços do remar
E no fundo do rio encontro meu coração
Que não aprendeu a nadar (amar)

Mergulho qual menino
Nas profundezas da alma
Saltando da canoa do destino
Sobre o rio que me acalma

Fernando Marques

A Chuva


A Chuva

Admiro a chuva caindo
Respingando em minha janela
E meu corpo vai sentindo
O prazer do gosto dela

Escuto as gotas formando
Melodias sobre o chão
Acalmando quem está amando
As trovoadas do coração

A chuva dança com o vento
No salão da natureza
Demonstrando a cada momento
O frescor de sua beleza

Agora ela vai se despedindo
Com sua cauda pelo chão
E na rua as crianças sorrindo
Com tamanha emoção

Fernando Marques

Excentricidade


Excentricidade

Sob o teu vestido
Adoro me esconder
E no teu libido
Adoro me envolver

Adoro me excitar
Com teus gemidos
Adorar bagunçar
Os teus sentidos

Você promete me amar
Eu prometo te querer
E sempre te profanar
Até te enlouquecer

Serei o teu cantor
Nos teus ouvidos a sussurrar
Tudo o que o amor
Pode em ti apresentar

Da escuridão...
A claridade...
Da minha mão
A excentricidade

Fernando Marques

Conhecido choro


Conhecido choro

Disfarça meu amigo
E chore pelo seu amor
Faça do meu ombro o abrigo
Pra verteres a sua dor

Não dê a ela o prazer
De saber da tua tristeza
Por mais que venha morrer
Depurando tua impureza

Esvaia a sua dor
Arranque-a do seu peito
Pois às vezes o amor
Torna-se um sonho desfeito

Chora amigo
Só não esqueça que no outro dia
Ainda sentirás o castigo
Dessa tua agonia

Mas enquanto isso
Chore...
Pois o choro é preciso
Pra que essa dor ele devore

Mas sempre entenda
Que o choro antecede o riso
E nunca se renda
Chore o que for preciso

Fernando Marques

Se perdi...não dei valor


Se perdi...não dei valor

Ela me canta uma canção
Que fala do perder pra dar valor
Mas essa não é minha opção
Minha opção é o seu amor

Uma ameaça velada
Mas que não cabe na minha intenção
Pois na nossa caminhada
Andamos juntos mão na mão

Ela ainda não entendeu
Que hoje sou mais ela
Pois meu coração entendeu
Que o amor não vive na paralela

O teu amor...
Segue no meu caminho
E por onde eu for
Sei que não estarei sozinho

Canções...
Foram criadas
Pra despertar emoções
Pois mais que não sejam praticadas

Já eu não preciso encontrar
Dentro de uma melodia
Um motivo pra pensar
Sobre a falta da tua companhia

Não preciso perder
Preciso ganhar!
Pois pior que te desmerecer
É não saber te conquistar

Fernando Marques

Encontrando o amor


Encontrando o amor

Não importa o lugar
Se fazia sol ou chovia
O que vale é apenas lembrar
Do que nele(a) te prendia

Não importa sobrenome
Nem mesmo a altura
Pois independente do nome
A pessoa sempre o depura

Se o cenário era perfeito
Se a música combinava
Se não de todo direito
O importante é que lá ela(e) estava

Se foi tua carência
Ou a falta de alguém
Se foi a tua inocência
Em achar nela(e) o teu bem

O mais importante
É que naquele lugar
Naquele instante
Você a(o) começou a amar

Hoje aquele dia
Ou naquela situação
Você encontrou a mais valia
Do teu coração

Viva...
Procure o seu amor
E diga com voz ativa
Que é dela(e) o teu amor

Tudo vem no tempo certo
Entregue por Deus
Hoje ela(e) está perto
Envolvida(o) nos braços teus

Nunca deixe de agradecer
O primeiro momento
Que você viu nascer
O teu maior sentimento

Fernando Marques

Mandaram-me algo...


Mandaram-me algo sobre Gabriel Garcia Marquez, autor de Cem Anos de Solidão, que no conteúdo falava que envelhecemos cada vez que protelamos se apaixonar, então:


Então...
Consegui perceber
Nesse acordar
O peso de cada dia envelhecer
E da angústia de não me apaixonar
Escorrendo pela ladeira do sofrer
Por não ter Ela pra amar
Tenho medo de morrer
De nunca mais acordar
E hoje procuro entender
O que me faz acovardar
Lembrei de alguém que amei
Das lágrimas que derramei
Das vontades de me matar
Das noites que amanheci a chorar
Do livro: Cem Anos de Solidão
Lembrei de meus olhos tristonhos
Que da luz se escondiam
Lembrei que tive um sonho
Um sonho de família
De ter meus filhos
De ter “minha” mulher
Lembrei de quem sou
Lembrei do que fui
Lembrei que até mesmo você
Quem nem sei que é
Também tem os mesmos sonhos
Os mesmos medos
Então...
Voltei a minha solidão.

Fernando Marques